O SindRoupas realizou, nesta terça-feira (09/12), a entrega da Comenda Beni Veras 2025 ao empresário Raimundo Bernardo Neto, fundador do Grupo PENA, que em breve completa 40 anos de trajetória. A solenidade aconteceu no Salão Aberto da Casa da Indústria e reuniu importantes lideranças do setor produtivo cearense.
A homenagem reconhece a contribuição econômica, industrial e cultural de Raimundo Pena, um dos principais nomes do surfwear brasileiro, cuja história se confunde com o desenvolvimento da moda ligada ao lifestyle, ao esporte e à economia criativa no Ceará.
A cerimônia contou com a presença de empresários, dirigentes sindicais e representantes da indústria. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, participou do evento e destacou o papel estratégico do setor de confecções no desenvolvimento do Estado, ressaltando sua capacidade de geração de empregos formais, inovação e fortalecimento da cadeia produtiva regional.
Segundo Cavalcante, a indústria da moda exerce um papel transversal na economia, conectando criatividade, tecnologia, consumo e exportação, além de impulsionar pequenos e médios negócios ao longo de toda a cadeia.
Da vivência no surf à construção de uma indústria
Para o presidente do SindRoupas, Paulo Rabelo, a trajetória de Raimundo Bernardo Pena é um exemplo de como a identidade cultural pode se transformar em um negócio estruturado, competitivo e sustentável. Ele destacou que a relação do empresário com o mar ultrapassou o esporte, consolidando-se como um modelo de empreendimento conectado à inovação, ao design e à economia criativa.
Durante a solenidade, foi exibido um vídeo institucional com depoimentos de familiares, amigos e parceiros de negócios, que reconstituíram os principais momentos da história do homenageado — dos primeiros passos no surf à consolidação da marca no mercado nacional.
Um símbolo de origem e propósito
Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando Raimundo Pena levou ao palco uma de suas primeiras pranchas de surf, símbolo do início de sua trajetória pessoal e empresarial. Em seu discurso, o empresário ressaltou o caráter coletivo da homenagem:
“O crescimento só faz sentido quando gera impacto para as pessoas que caminham junto com você. Esse reconhecimento não é individual; ele pertence à minha família, aos colaboradores e a todos os parceiros que ajudaram a construir essa história.”
Impacto econômico e geração de empregos
A história de Raimundo Bernardo Pena começa nos anos 1970, quando o surf já fazia parte de sua identidade. Em 1986, fundou a PENA Surfboards, inspirada em tendências internacionais, especialmente no desenvolvimento das pranchas biquilhas. Posteriormente, criou a PENA Live Freestyle, ampliando sua atuação para o vestuário e o lifestyle.
Atualmente, o grupo empresarial gera mais de 240 empregos diretos e cerca de mil indiretos, além de manter patrocínio a atletas e iniciativas esportivas, fortalecendo o ecossistema econômico ligado aos esportes de prancha, à indústria criativa e ao varejo de moda.
Grande admirador da natureza, do mar, dos pescadores e vaqueiros, transformou essa conexão em uma empresa alinhada aos seus valores:
colaboradores tratados como família
processos que respeitam o meio ambiente
uma marca simbolizada por uma pena — simples, tribal, moderna e atemporal
História de Bernardo Pena — Linha do Tempo
📍 1959 — O começo de tudo
Nascido em Aurora, cidade do sertão cearense situada a 460 km de Fortaleza, Raimundo Bernardo Neto é filho de Manuel Tavares e Raimunda Zizira. Recebeu o nome do avô materno, um homem apaixonado pela construção de barragens de açude — influência que marcou sua infância e fortaleceu sua relação natural com a água. Ainda menino, nascia ali a conexão que guiaria toda a sua trajetória.
📍 1970 — Encontro com o oceano
A família muda-se para Fortaleza. Foi na Barra do Ceará que Bernardo e seus irmãos tiveram o primeiro contato com o oceano — amor à primeira vista. Morando próximo à Praia Formosa (Leste Oeste), Bernardo cria seus primeiros laços na capital e conhece amigos que marcariam sua juventude.
📍 1973 — A descoberta do surfe
Enquanto trabalhava meio expediente em uma sorveteria na Avenida Abolição, Bernardo conhece o “point Diários”, local de encontro dos surfistas da cidade. A convivência desperta sua paixão: o surfe deixa de ser apenas um esporte e passa a ser um estilo de vida. A confirmação vem quando sua madrasta, Antonette, o presenteia com uma prancha Gledson monoquilha. O início de tudo.
📍 1978 — A primeira criação
Com a popularização do modelo biquilha (inspirado em Mark Richards), Bernardo já realizava reparos em pranchas e monta uma pequena oficina em casa. Usando uma prancha quebrada, cria uma biquilha em miniatura para o irmão caçula, Petrônio. O resultado surpreende — e o sucesso é imediato na praia.
📍 1980 — A virada
A repercussão das biquilhas faz crescer a procura por conversões de monoquilhas usadas. A demanda aumenta e Bernardo enxerga ali uma oportunidade. Passa a se dedicar integralmente aos seus projetos e começa a assinar suas criações com uma pequena tela de serigrafia: “PENA”, apelido dado pelos amigos.
📍 1984 — A marca toma forma
Reconhecido pela qualidade e diferenciação das pranchas, Bernardo passa a receber pedidos da marca estampada em camisetas, produzidas manualmente. O aumento do volume impulsiona a profissionalização: Bernardo e os irmãos Rubens e Petrônio ficam responsáveis pelas pranchas; a irmã Lígia, pelas camisetas. Logo surgem os primeiros boardshorts.
📍 1986 — O nascimento oficial
Em abril, nasce oficialmente a PENA INDÚSTRIA E COMÉRCIO. Bernardo deixa os irmãos à frente das pranchas e mergulha de vez no universo da moda. Com o crescimento acelerado, sua irmã Brígida entra na sociedade. Ao lado de atletas e eventos, a marca se projeta nacionalmente.
📍 Hoje — O legado vivo
Inúmeras viagens em busca das melhores ondas, sempre ao lado da família e dos amigos, marcaram sua trajetória. Bernardo é pai de Leandro, Judie, Zizira e Sofia; avô da Ísis; casado com Imaculada há mais de 25 anos; e tutor da pet Pandora.
Grande admirador da natureza, do mar, dos pescadores e vaqueiros, transformou essa conexão em uma empresa alinhada aos seus valores:
colaboradores tratados como família
processos que respeitam o meio ambiente
uma marca simbolizada por uma pena — simples, tribal, moderna e atemporal
Hoje, a fábrica opera com energia solar, trabalha com fornecedores certificados e utiliza tintas solúveis em água, reduzindo o impacto ambiental. Ao longo da história, inúmeros atletas foram revelados e títulos mundiais conquistados com a PENA no bico das pranchas.
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